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12/09/2016

6 exercícios surpreendentes para o cérebro



Embora nós não a relacionemos, a monotonia é prejudicial à nossa capacidade de concentração. Um dos melhores exercícios para o cérebro é incluir a cada dia novas atividades à nossa rotina.





Com o passar dos anos, com o estresse e as preocupações do dia a dia, o cérebro deixa de funcionar da forma como estávamos acostumados.

Se este for seu caso ou se está realizando exames, se sente ansiedade ou o passar do tempo está afetando você, sugerimos alguns exercícios para o seu cérebro.

Antes de passarmos a descrevê-los, é bom saber como sua cabeça funciona. Como você sabe, nós temos dois hemisférios cerebrais, o esquerdo e o direito, e cada um tem uma função diferente.

O esquerdo se ocupa da parte verbal e de análise lógica. Por sua vez, o hemisfério direito lida com o aspecto não-verbal e a criatividade. Neste sentido, as melhores atividades são as que conectam os dois lados.
1. Exercícios para o cérebro: academia para a mente


Esta academia para a mente aumenta a criatividade, a concentração, as habilidades psicomotoras e facilita a aprendizagem. O sociólogo Paul Dennison propõe uma série de exercícios para o cérebro em 26 simples movimentos corporais que conectam os dois hemisférios.

Recomenda-se o aquecimento com a respiração torácica, bem como bebendo um copo de água antes da ginástica do cérebro (Brain gym). Além disso, o ideal é praticá-la todos os dias, repetindo cada exercício dez vezes por 30 segundos.
2. Marcha cruzada

Progressivamente, levante o joelho direito e direcione o cotovelo até o mesmo para, em seguida, retornar à primeira posição e fazer o mesmo com os outros membros. Você pode se perguntar: o que isto tem a ver com a mente?

Esta rotina tão simples otimiza o equilíbrio da nossa atividade nervosa, que se manifesta em uma melhoria das habilidades psicomotoras e da concentração, especialmente necessária para trabalhar sua criatividade.
3. Lembrar-se de números de telefone


Ao contrário do anterior, aqui você não precisa de outra atividade além da do cérebro. Analise sua agenda e selecione primeiro os seus números mais comuns e tente se lembrar deles.

Inclua isso em suas tarefas do dia a dia e você verá como seu cérebro começa a mostrar-se muito mais ágil quando precisa decorar algo.

A memória é uma parte de nossa atividade cerebral para desenvolver facetas importantes tais como a criatividade, uma vez que só podemos imaginar a partir do que já conhecemos. Neste artigo você encontrará truques para trabalhar a memória.
4. Ouvir música

Algo tão divertido como a música pode tornar-se seu principal parceiro para potencializar os estudos e combater o estresse. Esta área destaca a pesquisa do Dr. Tomatis, que mostrou que a música de Mozart ajudou em terapias contra a depressão.

Assim surgiu o “efeito Mozart”, sobre uma corrente de estudo psicológico e musical que afirma que o ritmo e as melodias do compositor melhoram a oxigenação do cérebro e, portanto, favorecem a concentração, transformando-as em um incrível exercício para o cérebro.
5. Fugir da monotonia

Fazer todos os dias a mesma coisa relaxa o cérebro e, por isso, diminui os níveis de atenção e prejudica a nossa capacidade de concentração.

Com isto em mente, um dos melhores exercícios para o cérebro é variar seu caminho para casa e também abrir-se a novos métodos de socialização.

Conhecer novas pessoas conecta os dois hemisférios, o que é particularmente interessante. Por um lado, a intuição e a curiosidade são despertadas e, ao mesmo tempo, nós praticamos a lógica, bem como nossas habilidades verbais.
6. Não armazenar tudo em um mesmo lugar

Em consonância com o que dissemos antes, nós reconheceremos que colocar tudo sempre no mesmo lugar facilita o surgimento de automatismos, e por isso teremos um baixo nível de atenção.

No entanto, alterar a posição de qualquer elemento da casa vai exigir pensar no novo local, memorizá-lo e recordá-lo, o que representará uma grande sessão de ginástica para a mente, sem a necessidade de mais elementos do que você e sua casa.

Estes incríveis exercícios para o cérebro são fáceis e rápidos de desenvolver. Você só precisa inseri-los em sua rotina.

Experimente!

Fonte: http://melhorcomsaude.com/6-exercicios-surpreendentes-cerebro/

09/09/2016

Considerada nova época geológica, Antropoceno ganha força entre cientistas

A Terra superou, por volta de 1950, mais de 12 mil anos de Holoceno e entrou em uma nova época geológica, o Antropoceno, a primeira definida pela ação do homem e que apresenta desafios desconhecidos, dos quais sua viabilidade como espécie dependerá.

Esta é a tese exposta após anos de pesquisa por um grupo de especialistas de diversos países no recente Congresso Internacional de Geologia, realizado na Cidade do Cabo (África do Sul), e que ganha cada vez mais força entre a comunidade científica.

"Há um amplo consenso sobre o fato de que estão acontecendo coisas no sistema da Terra, em seus processos geológicos, sobretudo na superfície", disse à Agência Efe Jan Zalasiewicz, do Grupo de Trabalho sobre o Antropoceno (GTA), que propõe o reconhecimento formal da mudança de época.

"Desde o momento em que houve humanos, houve impacto humano no planeta. A novidade é que estamos tirando o planeta de sua variabilidade natural", explicou Alejandro Cearreta, cientista da Universidade do País Basco e membro do GTA.

Apesar da curta idade deste período, Zalasiewicz e seus colegas dizem ter identificado vários sinais, nos sedimentos da Terra, de uma mudança irreversível, cujo alcance e consequências são ainda impossíveis de prever.

"O início histórico desta época pode ser a explosão da bomba Trinity, no teste nuclear realizado em 1945 no deserto de Alamogordo, no Novo México", afirmou Cearreta.

As primeiras evidências de isótopos radioativos nos sedimentos - como consequência da explosão da bomba - datam de 1952, a segunda data que o GTA cogita para estabelecer o ponto de partida do Antropoceno.

Entre as alterações da nova época mais fáceis de serem percebidas destacam-se os deslocamentos de bilhões de toneladas de rochas, terra e areia pedra a construção de estradas, linhas férreas, hospitais, projetos imobiliários e aeroportos.

Estas superfícies relativamente novas criaram as chamadas camadas urbanas: "massas de tijolo, cimento, aço, vidro ou plástico" fossilizáveis que, com o passar do tempo, acabam se tornando parte da pele da Terra, afirmou Zalasiewicz.

Do mesmo modo, as alterações que o ser humano fez com animais e plantas, tanto em número, tamanho e estrutura como em sua localização geográfica, definirão o aspecto e a composição das últimas camadas do planeta quando seus restos mortais se petrificarem.

Zalasiewicz mencionou também as mudanças nos ciclos do carbono, do nitrogénio ou do fósforo provocadas pelo uso de pesticidas e outras substâncias químicas, que "em milhões de anos" terão repercussões na composição das camadas terrestres.

"Há aspectos positivos neste processo", afirmou o professor, se referindo a avanços tecnológicos "essenciais" para a melhora da qualidade da vida humana e para sustentar sua explosão demográfica.

No entanto, esta revolução também trouxe consigo "consequências não desejadas", como o aquecimento global, o crescimento do nível dos oceanos ou a enorme e crescente demanda de energia.

"As gerações futuras deverão se ocupar destes assuntos, e serão considerados problemas", acredita Zalasiewicz, que lembrou que em todas as grandes mudanças houve "ganhadores e perdedores", como ocorreu com os dinossauros.

Para ele e seus colegas do GTA, como Michael Wagreich, a declaração formal do Antropoceno contribuiria para atrair a atenção para os desafios enfrentados pelo homem e a lidar com a situação para evitar que a humanidade seja a perdedora da mudança, desta vez.

Enquanto tenta ganhar apoio em fóruns internacionais como o da Cidade do Cabo, o GTA continua juntando provas para poder apresentar, em dois ou três anos, uma proposição formal aos órgãos decisórios da comunidade científica de geólogos.

Embora estes processos estejam submetidos a uma rigorosa apuração e possam durar décadas, Wagreich se declara "optimista" sobre suas possibilidades, e enxerga na "crescente sensibilidade" sobre uma "mudança global" que "já pode ser vista nos registos geológicos" um fenómeno que não retroagirá.

"A aprovação formal representaria um respaldo a todas as pessoas e organizações ambientalistas que consideram que o impacto humano sobre o planeta é excessivo e que temos que modificar nosso comportamento como espécie", disse Cearreta.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/ciencia/considerada-nova-epoca-geologica-antropoceno-ganha-forca-entre-cientistas,cb1079464e02a6acae7ed734436ec7fev14cmf94.html

A ilusão do oxigénio



Existem alienígenas? A resposta a uma das questões mais comuns acerca do Universo é: não sabemos. No entanto, nos últimos 25 anos foram descobertos cerca de 2000 planetas fora do nosso sistema solar a orbitar em torno de estrelas distantes, o que nos tornou mais próximos de uma resposta.

Estes mundos alienígenas são designados por exoplanetas. O facto de estarem todos muito distantes torna-os demasiado pequenos e escuros para serem fotografados. No entanto, utilizando técnicas engenhosas (como a observação de oscilações) os astrónomos conseguem reunir um conjunto de informações sobre estes novos mundos.

Um aspeto importante a retirar da informação recolhida prende-se com a constituição das atmosferas. Uma atmosfera é uma camada de gases que envolve o planeta. A atmosfera da terra contém o oxigénio que respiramos. Este oxigénio tem origem na fotossíntese realizada pelas plantas. Neste processo, as plantas produzem o oxigénio a partir o dióxido de carbono da atmosfera, água e na presença de luz.

Uma vez que são as plantas as responsáveis pelas grandes quantidades de oxigénio existente na atmosfera, a existência deste elemento químico noutros planetas foi vista como uma prova da existência de vida extraterrestre. Mas os cientistas japoneses chegaram agora à conclusão que grandes quantidades de oxigénio podem também formar-se em planetas desprovidos de vida.

Os cientistas descobriram que o oxigénio pode ser produzido em grandes quantidades a partir de um composto químico designado por óxido de titânio. A acrescentar a esta descoberta sabemos que este composto existe na superfície dos planetas, meteoritos e até na nossa Lua!

Assim, apesar do oxigénio poder ser um sinal de vida em mundos distantes precisamos de arranjar outra forma de comprovar a existência de vida para termos a certeza que de facto estes mundos são habitados.

Fonte: http://www.spacescoop.org/pt/scoops/1542/a-ilus%C3%A3o-do-oxig%C3%A9nio/

Pegadas de planetas bebés à volta de uma estrela jovem

A gestação de um bebé humano demora cerca de nove meses, de um bebé elefante cerca de vinte e dois meses ... mas quanto tempo demorará um planeta a formar-se? Parece que muito menos tempo do que o que se pensava.



Inicialmente pensava-se que um planeta demoraria dezenas de milhões de anos a formar-se. Mas uma descoberta recente revelou-nos planetas bebés a formarem-se em redor de uma estrela jovem, ou seja, com apenas um milhão de anos!

A imagem acima, mostra-nos a jovem estrela rodeada por um anel de gás cósmico e poeira cósmica, designado por “disco protoplanetário”. Estes discos são comuns à volta das estrelas jovens e contêm todos os ingredientes necessários à formação dos planetas e luas de um sistema solar.

Em 2014, os cientistas descobriram dois grandes intervalos no disco à volta de uma estrela jovem. As linhas a tracejado marcam a sua localização.

Na altura ninguém sabia o que estava a criar estes espaços. Alguns pensavam que os culpados mais prováveis eram os planetas bebés. À medida que se deslocam na sua trajetória, os planetas jovens vão crescendo e assimilando o gás e poeira cósmica criando intervalos no disco que os rodeia.

No entanto outros cientistas pensavam que a estrela era demasiado jovem para ter planetas. Eram necessários mais dados para resolver este mistério de uma vez por todas!

Durante os dois últimos anos os cientistas têm realizado imagens detalhadas da estrela e do disco. Para surpresa de muita gente, descobriu-se que os intervalos são mesmo “pegadas” deixadas pelos bebés planetas!

Fonte: http://www.spacescoop.org/pt/scoops/1612/pegadas-de-planetas-beb%C3%A9s-%C3%A0-volta-de-uma-estrela-jovem/

08/09/2016

Lisboa e Londres unidas por dois ossos de dinossauro

No Museu Geológico de Lisboa está há meio século o fóssil do úmero de um dinossauro. No Museu de História Natural de Londres está outro há mais de 140 anos. Agora percebeu-se que serão ambos da mesma espécie.
Úmero de dinossauro encontrado na Praia dos Frades, Peniche (escala a dez centímetros e visto de várias perspectivas) DR

O Museu Geológico de Lisboa é conhecido pelas suas maravilhas de história natural, muitas delas expostas em salas repletas de exemplares recolhidos por gerações de investigadores e técnicos, ao longo de mais de 150 anos. Trilobites de Canelas (aldeia do concelho de Arouca), com 465 milhões de anos. Mamíferos primitivos da antiga mina da Guimarota (perto de Leiria), com 150 milhões de anos, famosos em todo o mundo. Cobras mais antigas do mundo, também da Guimarota. E entre tantas outras coisas, uma colecção de ossos de dinossauros – um desses ossos, um úmero, foi apanhado há mais de meio século e, desde então, a sua identidade tem andado trocada. Pelo menos é o que defende o paleontólogo português Pedro Mocho e colegas de equipa.

À vista de todos na sala de paleontologia do Museu Geológico, esse osso de uma das patas da frente de um dinossauro que andou na Terra há 150 milhões de anos foi recolhido, em data incerta, na Praia dos Frades, perto de Peniche. “A descoberta deste úmero terá sido antes de 1957, provavelmente na primeira metade do século XX. Contudo, não existe muita informação sobre como, quem e quando [foi exactamente encontrado]”, conta a PÚBLICO Pedro Mocho, investigador da Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED), em Madrid, e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.
Úmero de dinossauro da Praia dos Frades exposto no Museu Geológico de Lisboa DR

O que se sabe é que a existência desse úmero está registada pelo menos desde 1957 – ano em que o russo Georges Zbyszewski (1909-1999), um nome de referência da geologia e paleontologia portuguesas e que fez de Portugal o seu país desde 1935, publicou juntamente com o abade francês Albert Lapparent o livro Os Dinossauros de Portugal. Nesta obra de referência no estudo da presença destes animais no território português, o úmero em questão era mencionado e foi classificado como sendo de um Apatosaurus alenquerensis.

Nas voltas que o conhecimento vai dando à medida que avança, o úmero voltou a ser classificado já no século XXI. E assim, em 2003 – 46 anos depois da classificação por Georges Zbyszewski e Albert Lapparent –, outra equipa de dois paleontólogos portugueses disse que o osso era da mesma espécie de dinossauro mas de um género diferente. Miguel Telles Antunes (da Universidade Nova de Lisboa) e Octávio Mateus (daquela universidade e do Museu da Lourinhã) consideraram então que era de umLourinhasaurus alenquerensis.
Meses à volta das colecções

O que levou agora Pedro Mocho e colegas a proporem uma outra identidade para esse osso? Numa visita ao Museu de História Natural de Londres em 2014, esta equipa verificou que uma protuberância em forma de crista presente no úmero português também existia no úmero de um dinossauro encontrado no Reino Unido, só que de uma espécie diferente, o Duriatitan humerocristatus.

Ora o exemplar britânico não só foi descoberto muito antes do úmero português como já estava classificado há muito tempo. Tinha entrado nas colecções do Museu de História Natural de Londres em 1873 e foi publicado como uma nova espécie em 1874, então como Ceteosaurus humerocristatus. Mais tarde, em 2010, foi reclassificado como Duriatitan humerocristatus (a mesma espécie mas dentro de um género novo).

Dos tempos do Jurássico Superior, com 150 milhões de euros, tanto o exemplar português como o britânico são de saurópodes, grandes dinossauros herbívoros, de pescoço e cauda compridos e que andavam sobre as quatro patas. Podiam atingir mais de 20 metros de comprimento.

“O úmero de Lourinhasaurus e o da Praia dos Frades são substancialmente diferentes, e a descoberta desta crista permitiu-nos relacionar este úmero com a espécie britânica Duriatitan humerocristatus”, resume Pedro Mocho.

Todos os ossos conhecidos deste dinossauro resumem-se assim, até agora, unicamente aos dois úmeros, um no Reino Unido e o outro em Portugal. Se o osso em Lisboa corresponder mesmo à espécie Duriatitan humerocristatus, Pedro Mocho diz que é a primeira vez que se encontra uma espécie de dinossauros saurópodes comum aos dois territórios durante o Jurássico Superior. Esta descoberta vem acrescentar mais “informação sobre as relações e a distribuição dos dinossauros europeus durante o Jurássico Superior”, frisa ainda a equipa em comunicado.

O resultado está num artigo científico sobre os dinossauros saurópodes do Jurássico Superior de Portugal, publicado este mês na revista Journal of Iberian Geology por Pedro Mocho, Elisabete Malafaia (do Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras), Rafael Royo-Torres (da Fundação Conjunto Paleontológico Teruel-Dinópolis) e Fernando Escaso e Francisco Ortega (ambos do Grupo de Biologia Evolutiva da UNED).

Além da surpresa trazida pelo úmero, a equipa luso-espanhola passou a pente fino as colecções de dinossauros do Museu Geológico de Lisboa, tanto o material em exposição como o depositado nas reservas. “Foram necessários vários meses para encontrar, identificar e estudar todo o material atribuível a dinossáuros saurópodes”, refere o comunicado. “Algumas das peças estudadas encontram-se expostas nas salas do museu, mas uma grande parte, nunca antes estudada, estava depositada nas reservas do museu.”
Estudo das colecções de dinossauros do Museu Geológico de Lisboa DR

O artigo científico actualiza o conhecimento sobre a colecção clássica de saurópodes do museu português – que, segundo frisa o próprio artigo, representa uma das mais importantes da Península Ibérica, citada desde o final do século XIX. Encontram-se lá representantes de quase todos os grupos de saurópodes conhecidos no Jurássico Superior português – o tema da tese de doutoramento de Pedro Mocho, concluída há pouco tempo em Espanha –, como os camarassauros, os turiassauros e os braquiossauros.

“Ao estudarmos estas colecções, verificámos que a maioria das identificações não era suportada pelo actual estado de conhecimento”, diz-nos o paleontólogo português de 29 anos. “Esta actualização permitiu-nos compor um cenário sobre as faunas do Jurássico Superior português mais adequado à realidade do registo fóssil que dispomos.”

Por exemplo, só um exemplar de Lourinhasaurus alenquerensis resistiu ao novo olhar dos cientistas e é agora atribuído a esta espécie, cuja existência é conhecida apenas no concelho de Alenquer. “Este exemplar corresponde ao esqueleto de saurópode mais completo encontrado no Jurássico Superior português, com vários elementos vertebrais, da cintura escapular e pélvica, e membros anterior e posterior”, acrescenta Pedro Mocho.

E agora a identificação do úmero da Praia dos Frades irá mudar no museu? “Sim, deverá ser identificado como Duriatitan humerocristatus, até novas descobertas”, responde o paleontólogo. Entre classificações e reclassificações dos fósseis de dinossauros ao longo dos anos, a ciência vai-se assim também mostrando tal qual como se faz.

Fonte: https://www.publico.pt/ciencia/noticia/lisboa-e-londres-unidas-por-dois-ossos-de-dinossauro-1741795

01/02/2016

Há células que não se mexem? Diagnóstico preciso de Alzheimer cada vez mais perto

Investigadores da Universidade Coimbra descobriram como algumas células do sistema imunitário perdem a capacidade de combater Alzheimer
Há células - os monócitos, do sistema imunitário inato - que não se deslocam quando estimuladas por substâncias produzidas no cérebro. Ora isto pode significar uma "redução do número de células que podem ser recrutadas para o tecido nervoso e participar no combate à doença" de Alzheimer, aponta Ana Luísa Cardoso, coordenadora do grupo de investigação do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

A descoberta de como algumas células do sistema imunitário deixam de ter capacidade para combater a doença de Alzheimer é mais um passo para encontrar um diagnóstico definitivo, defende a universidade, em comunicado. Já que o estudo de quatro anos identificou alterações moleculares nos monócitos de doentes que podem servir de biomarcadores sinalizadores da Doença de Alzheimer, tanto numa fase precoce como em estados mais avançados.

Encontrar formas de diagnóstico mais concreto é fundamental, uma vez que atualmente não é fácil distinguir as diversas formas de demência, reconhece a investigadora. "Penso que demos um passo importante na direção de um diagnóstico mais preciso, uma vez que conseguimos identificar diferenças evidentes nos monócitos dos doentes de Alzheimer, sobretudo nas fases muito precoces semelhantes ao Défice Cognitivo Ligeiro (DCL), comparativamente aos indivíduos saudáveis. A descoberta é particularmente importante visto que estas alterações foram encontradas em células do sangue, as quais podem ser obtidas de forma fácil, rápida e não invasiva".

Além desta novidade, os resultados do estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring, apontam ainda que "as alterações associadas à doença de Alzheimer não ocorrem apenas no cérebro, mas também no sangue, o que pode abrir caminho para novas terapias não invasivas".

Fonte: http://www.dn.pt/sociedade/interior/ha-celulas-que-nao-se-mexem-diagnostico-preciso-de-alzheimer-cada-vez-mais-perto-5009016.html

Lego lança figura em cadeira de rodas

Lego surpreendeu com um novo boneco. A figura deve chegar ao mercado no próximo verão.




A perfeição é subjetiva e a Spielwarenmesse, a Feira do Brinquedo de Nuremberga, na Alemanha, provou-o através da apresentação de muitas sugestões que apostam na diversidade. A par das Barbie com medidas mais largas e diferentes tons de pele, a Lego surpreendeu com um novo boneco em cadeira de rodas. A figura integra a coleção "Fun in the park" ("diversão no parque") e deve chegar ao mercado no próximo verão, para regozijo de Rebecca Atkinson, a cocriadora de uma petição online criada para pressionar a marca a diversificar a oferta, passando a incluir peças representativas de pessoas com deficiência. A campanha #ToyLikeMe (brinquedo como eu) tornou-se ativa no Twitter, reuniu mais de 20 mil assinaturas e muitas partilhas nas redes sociais.

Em Portugal, o novo elemento Lego foi bem acolhido pela Associação Salvador, porque "promove a integração das pessoas com deficiência motora, dá o exemplo e desmistifica a deficiência junto das crianças. São elas, muitas vezes, os agentes de mudança e sensibilização junto dos pais e da sociedade", diz Salvador Mendes de Almeida, o fundador, de 27 anos. Atirado para uma cadeira de rodas há 11 anos, após adormecer ao volante da sua mota, lembra que, "em pleno século XXI, ainda existe muito desconhecimento e discriminação relativamente às pessoas com deficiência, por exemplo na falta de acessibilidades e até no acesso ao emprego".

Pioneiro na moda - foi o primeiro manequim em cadeiras de rodas por cá -, João Matias considera que "o diferente é normal, o diferente é real, essa é a grande característica do ser humano", afirma, acrescentando que o boneco faz "lembrar a infância e as conquistas" de quem a espinha bífida sempre impediu de andar - mas não de ser atleta e até de tirar o curso de Desporto.

Na idade das ilusões, Rúben Teixeira, de 12 anos, não mexe as pernas por causa de uma paralisia cerebral. Foi através da mãe que soube da inovação da Lego. E, ouvido pelo JN, reagiu: "É importante porque ajuda a tornar normal o uso de uma cadeira de rodas, algo que ainda é visto com estranheza". "Este boneco ajuda-nos a não nos sentirmos excluídos e à nossa integração. O nosso mundo não é só feito de maiorias e as minorias também gostam de brincar e de ter amigos", garante o pré-adolescente, muito satisfeito por esta inovação da Lego. vmakie dolls Em maio de 2015, logo após o lançamento da campanha #ToysLikeMe, um fabricante inglês de brinquedos lançou uma linha de bonecas com deficiências. Há modelos com bengalas de cego, próteses, marcas de nascença e cicatrizes como os humanos. Projetadas em impressão 3D, as "Makie Dolls" podem ser customizadas com as características faciais das crianças que as vão receber.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=5008953

03/02/2015

Aranhas conseguem contar?

Quando presas são roubadas das teias dessas aranhas, elas ficam  chateadas - mas como elas sabem que tem comida faltando?

(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Aranhas da espécie Nephila clavipes são conhecidas por guardar as carcaças de suas presas em suas teias. Se um dos corpos é removido as aranhas notam e passam a procurar por ele. Isso significa que as aranhas sabem contar?
É o que o pesquisador da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, Rafael Rodríguez, tentou descobrir. Para isso, ele conduziu um experimento na Costa Rica com duas hipóteses: ou as aranhas calculam a massa total de suas presas ou decoram seus números. O jeito de testar isso era esperar os bichos capturarem larvas e outros insetos que fazem parte de suas dietas e roubar os corpos das teias, para estimular a busca. Outra técnica era trocar insetos mais pesados por mais leves para verificar o quanto o peso importava.
A conclusão foi que, embora a diferença de massa fosse considerada pelas aranhas, elas eram mais estimuladas a iniciar as buscas quando os números de suas presas diminuía. "Ou seja, podemos concluir que elas possuem um senso de numerosidade", afirma Rodríguez "O que é interessante porque sugere que cérebros de diversos tamanhos e tipos podem conferir essa habilidade aos animais".

Via Wired

Mais recente geoparque português em destaque em Macedo de Cavaleiros



A integração de Macedo de Cavaleiros, no Nordeste Transmontano, na rede mundial de geoparques é o destaque da próxima edição da feira da caça e turismo, que vai mostrar e debater a importância da classificação para economia regional.

O certame, que conta 19 anos, decorre de 29 de janeiro a 01 de fevereiro e o turismo ganha este ano "um maior destaque por ser a primeira feira depois da integração do Geopark Terras de Cavaleiros nas redes europeia e global da UNESCO", organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

A autarquia local divulgou hoje que o certame, que anualmente atrai cerca de 20 mil visitantes, terá "uma extensa área dedicada ao setor com a presença da entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal, de diversos municípios, assim como um espaço dedicado aos quatro geoparques portugueses.

Além de Macedo de Cavaleiros, classificado em setembro, os outros três geoparques em território nacional situam-se nas zonas do Tejo, Larouca e Açores.

A Rede Mundial de Geoparques criada em 2004 pela UNESCO, em parceria com a União Internacional de Ciências Geológicas, visa distinguir áreas naturais com elevado valor geológico, nas quais esteja em prática uma estratégia de desenvolvimento sustentado baseado na geologia e em outros valores naturais ou humanos.

O território classificado em Macedo de Cavaleiros tem quase 700 quilómetros quadrados e guarda um "singular património geológico que dá a oportunidade de percorrer milhões de anos na história da Terra" e tem despertado o interesse de geólogos de todo o mundo, o chamado Maciço de Morais.

Este valor geológico conjuga-se com "o notável património natural, a sua identidade cultural, os produtos locais, a rica gastronomia e a arte de bem receber das suas gentes".

Para os visitantes da Feira da Caça e Turismo está reservada a recriação da riqueza natural em causa com um percurso pedestre que começa no portão principal do Parque Municipal de Exposições.

O certame tem ainda programado um seminário dedicado aos geoparques como "Novos Territórios de Educação, Ciência e Cultura do Século XXI -- Estratégias de Desenvolvimento e Mais-Valias", bem como um encontro, durante dois dias, dos geoparques europeus.

A feira conta, segundo a autarquia, com mais 60 expositores que em 2014, totalizando quase duas centenas, e é uma mostra dos produtos da terra, gastronomia e potencialidades.

Em simultâneo, decorre um encontro de caçadores de Trás-os-Montes e Alto Douro com montarias ao javali e outras atividades cinegéticas.

O programa é ainda preenchido com um seminário das confrarias de produtos da terra, que se propõe debater o papel destas organizações na divulgação e importância na economia local.

A XIX Feira da Caça e Turismo é uma organização conjunta da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e Federação de Caçadores da 1ª Região Cinegética, a que se juntam diversas entidades e associações.

A população mais jovem tem também um espaço reservado na feira com música ao vivo noite dentro.

Fora do recinto do certame, 14 restaurantes do concelho transmontano vão reservar ementas à base de caça durante o fim de semana alargado, na segunda edição da Rota Gastronómica do Javali.

HFI // JGJ
Lusa/fim

02/01/2015

7 alimentos que fazem mal à pele





Para ter uma pele saudável e brilhante não basta usar os cremes adequados. É necessário saber o que comer. O SOL já faz um artigo sobre os alimentos que ajudam a ter uma boa pele. Agora damos-lhe a lista do que faz mal à sua tez.

Esta lista foi elaborada pelo site do jornal britânico Daily Mail, com base na opinião de vários especialistas.

Bolachas de arroz: Dizia-se que eram os ‘snacks’ preferidos das top-models, mas a verdade é que estão cheios de açúcar, o que provoca o envelhecimento precoce da pele. Ter demasiado açúcar no sangue faz com que as moléculas de glicose se unam às proteínas de colagénio - uma proteína que faz bem à cútis – formando moléculas que destroem a pele chamadas Advanced Glycation End products (produtos que possuem um processo avançado de glicação - processo de soma entre uma proteína e um carboidrato sem a acção controladora de uma enzima). Estas fazem com que haja um aumento de rugas e uma diminuição da elasticidade da pele.

Queijo Azul: Este alimento pode causar vários problemas de pele, provavelmente devido à quantidade de gordura que possui, explica o dermatologista Ross Perry. Vários cientistas defendem que a gordura saturada aumenta os níveis de ómega-6, que compete com o ómega-3. Se os níveis destas duas gorduras não estiverem equilibrados, começam a surgir inflamações e acne.

Melancia: Por incrível que pareça, os alimentos que são rapidamente absorvidos pela corrente sanguínea (como este fruto) ajudam a desenvolver a acne. Em causa está flutuação hormonal que é desencadeada após a ingestão destes produtos.

Leite: O leite afecta o desenvolvimento da acne devido às hormonas que possui. Um estudo publicado em 2007 pela Harvard School of Public Health descobriu que existia uma ligação entre aqueles que bebem leite e sofrem com a acne. Os que ingeriam leite magro eram os que mais acne tinham. Outro estudo publicado em 2012 no Journal of the American Academy of Dermatology conclui que o risco de desenvolver este problema dermatológico “aumenta com o aumento do consumo de leite”.

Cereais: A maioria dos cereais é constituída por 37% de açúcar (mais do que 15% já é considerado um alto teor de açúcar). Tal como foi referido anteriormente, o açúcar ajuda a desenvolver o envelhecimento precoce da pele.

Carne vermelha: Este alimento está muitas vezes ligado ao aumento da vermelhidão da pele, devido ao aumento dos níveis de testosterona. Assim, as pessoas mais sensíveis a esta hormona masculina têm uma maior probabilidade de desenvolver este problema, explica Ross Perry.

Álcool: O dermatologista afirma que esta é a substância que deteriora mais a pele. Vários estudos mostram que o alto consumo de álcool ajuda a desenvolver psoríase, uma doença cutânea que provoca vermelhidão e descamação da pele.

Fonte: http://sol.pt/noticia/121383