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09/09/2016

Considerada nova época geológica, Antropoceno ganha força entre cientistas

A Terra superou, por volta de 1950, mais de 12 mil anos de Holoceno e entrou em uma nova época geológica, o Antropoceno, a primeira definida pela ação do homem e que apresenta desafios desconhecidos, dos quais sua viabilidade como espécie dependerá.

Esta é a tese exposta após anos de pesquisa por um grupo de especialistas de diversos países no recente Congresso Internacional de Geologia, realizado na Cidade do Cabo (África do Sul), e que ganha cada vez mais força entre a comunidade científica.

"Há um amplo consenso sobre o fato de que estão acontecendo coisas no sistema da Terra, em seus processos geológicos, sobretudo na superfície", disse à Agência Efe Jan Zalasiewicz, do Grupo de Trabalho sobre o Antropoceno (GTA), que propõe o reconhecimento formal da mudança de época.

"Desde o momento em que houve humanos, houve impacto humano no planeta. A novidade é que estamos tirando o planeta de sua variabilidade natural", explicou Alejandro Cearreta, cientista da Universidade do País Basco e membro do GTA.

Apesar da curta idade deste período, Zalasiewicz e seus colegas dizem ter identificado vários sinais, nos sedimentos da Terra, de uma mudança irreversível, cujo alcance e consequências são ainda impossíveis de prever.

"O início histórico desta época pode ser a explosão da bomba Trinity, no teste nuclear realizado em 1945 no deserto de Alamogordo, no Novo México", afirmou Cearreta.

As primeiras evidências de isótopos radioativos nos sedimentos - como consequência da explosão da bomba - datam de 1952, a segunda data que o GTA cogita para estabelecer o ponto de partida do Antropoceno.

Entre as alterações da nova época mais fáceis de serem percebidas destacam-se os deslocamentos de bilhões de toneladas de rochas, terra e areia pedra a construção de estradas, linhas férreas, hospitais, projetos imobiliários e aeroportos.

Estas superfícies relativamente novas criaram as chamadas camadas urbanas: "massas de tijolo, cimento, aço, vidro ou plástico" fossilizáveis que, com o passar do tempo, acabam se tornando parte da pele da Terra, afirmou Zalasiewicz.

Do mesmo modo, as alterações que o ser humano fez com animais e plantas, tanto em número, tamanho e estrutura como em sua localização geográfica, definirão o aspecto e a composição das últimas camadas do planeta quando seus restos mortais se petrificarem.

Zalasiewicz mencionou também as mudanças nos ciclos do carbono, do nitrogénio ou do fósforo provocadas pelo uso de pesticidas e outras substâncias químicas, que "em milhões de anos" terão repercussões na composição das camadas terrestres.

"Há aspectos positivos neste processo", afirmou o professor, se referindo a avanços tecnológicos "essenciais" para a melhora da qualidade da vida humana e para sustentar sua explosão demográfica.

No entanto, esta revolução também trouxe consigo "consequências não desejadas", como o aquecimento global, o crescimento do nível dos oceanos ou a enorme e crescente demanda de energia.

"As gerações futuras deverão se ocupar destes assuntos, e serão considerados problemas", acredita Zalasiewicz, que lembrou que em todas as grandes mudanças houve "ganhadores e perdedores", como ocorreu com os dinossauros.

Para ele e seus colegas do GTA, como Michael Wagreich, a declaração formal do Antropoceno contribuiria para atrair a atenção para os desafios enfrentados pelo homem e a lidar com a situação para evitar que a humanidade seja a perdedora da mudança, desta vez.

Enquanto tenta ganhar apoio em fóruns internacionais como o da Cidade do Cabo, o GTA continua juntando provas para poder apresentar, em dois ou três anos, uma proposição formal aos órgãos decisórios da comunidade científica de geólogos.

Embora estes processos estejam submetidos a uma rigorosa apuração e possam durar décadas, Wagreich se declara "optimista" sobre suas possibilidades, e enxerga na "crescente sensibilidade" sobre uma "mudança global" que "já pode ser vista nos registos geológicos" um fenómeno que não retroagirá.

"A aprovação formal representaria um respaldo a todas as pessoas e organizações ambientalistas que consideram que o impacto humano sobre o planeta é excessivo e que temos que modificar nosso comportamento como espécie", disse Cearreta.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/ciencia/considerada-nova-epoca-geologica-antropoceno-ganha-forca-entre-cientistas,cb1079464e02a6acae7ed734436ec7fev14cmf94.html

A ilusão do oxigénio



Existem alienígenas? A resposta a uma das questões mais comuns acerca do Universo é: não sabemos. No entanto, nos últimos 25 anos foram descobertos cerca de 2000 planetas fora do nosso sistema solar a orbitar em torno de estrelas distantes, o que nos tornou mais próximos de uma resposta.

Estes mundos alienígenas são designados por exoplanetas. O facto de estarem todos muito distantes torna-os demasiado pequenos e escuros para serem fotografados. No entanto, utilizando técnicas engenhosas (como a observação de oscilações) os astrónomos conseguem reunir um conjunto de informações sobre estes novos mundos.

Um aspeto importante a retirar da informação recolhida prende-se com a constituição das atmosferas. Uma atmosfera é uma camada de gases que envolve o planeta. A atmosfera da terra contém o oxigénio que respiramos. Este oxigénio tem origem na fotossíntese realizada pelas plantas. Neste processo, as plantas produzem o oxigénio a partir o dióxido de carbono da atmosfera, água e na presença de luz.

Uma vez que são as plantas as responsáveis pelas grandes quantidades de oxigénio existente na atmosfera, a existência deste elemento químico noutros planetas foi vista como uma prova da existência de vida extraterrestre. Mas os cientistas japoneses chegaram agora à conclusão que grandes quantidades de oxigénio podem também formar-se em planetas desprovidos de vida.

Os cientistas descobriram que o oxigénio pode ser produzido em grandes quantidades a partir de um composto químico designado por óxido de titânio. A acrescentar a esta descoberta sabemos que este composto existe na superfície dos planetas, meteoritos e até na nossa Lua!

Assim, apesar do oxigénio poder ser um sinal de vida em mundos distantes precisamos de arranjar outra forma de comprovar a existência de vida para termos a certeza que de facto estes mundos são habitados.

Fonte: http://www.spacescoop.org/pt/scoops/1542/a-ilus%C3%A3o-do-oxig%C3%A9nio/

08/09/2016

Lisboa e Londres unidas por dois ossos de dinossauro

No Museu Geológico de Lisboa está há meio século o fóssil do úmero de um dinossauro. No Museu de História Natural de Londres está outro há mais de 140 anos. Agora percebeu-se que serão ambos da mesma espécie.
Úmero de dinossauro encontrado na Praia dos Frades, Peniche (escala a dez centímetros e visto de várias perspectivas) DR

O Museu Geológico de Lisboa é conhecido pelas suas maravilhas de história natural, muitas delas expostas em salas repletas de exemplares recolhidos por gerações de investigadores e técnicos, ao longo de mais de 150 anos. Trilobites de Canelas (aldeia do concelho de Arouca), com 465 milhões de anos. Mamíferos primitivos da antiga mina da Guimarota (perto de Leiria), com 150 milhões de anos, famosos em todo o mundo. Cobras mais antigas do mundo, também da Guimarota. E entre tantas outras coisas, uma colecção de ossos de dinossauros – um desses ossos, um úmero, foi apanhado há mais de meio século e, desde então, a sua identidade tem andado trocada. Pelo menos é o que defende o paleontólogo português Pedro Mocho e colegas de equipa.

À vista de todos na sala de paleontologia do Museu Geológico, esse osso de uma das patas da frente de um dinossauro que andou na Terra há 150 milhões de anos foi recolhido, em data incerta, na Praia dos Frades, perto de Peniche. “A descoberta deste úmero terá sido antes de 1957, provavelmente na primeira metade do século XX. Contudo, não existe muita informação sobre como, quem e quando [foi exactamente encontrado]”, conta a PÚBLICO Pedro Mocho, investigador da Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED), em Madrid, e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.
Úmero de dinossauro da Praia dos Frades exposto no Museu Geológico de Lisboa DR

O que se sabe é que a existência desse úmero está registada pelo menos desde 1957 – ano em que o russo Georges Zbyszewski (1909-1999), um nome de referência da geologia e paleontologia portuguesas e que fez de Portugal o seu país desde 1935, publicou juntamente com o abade francês Albert Lapparent o livro Os Dinossauros de Portugal. Nesta obra de referência no estudo da presença destes animais no território português, o úmero em questão era mencionado e foi classificado como sendo de um Apatosaurus alenquerensis.

Nas voltas que o conhecimento vai dando à medida que avança, o úmero voltou a ser classificado já no século XXI. E assim, em 2003 – 46 anos depois da classificação por Georges Zbyszewski e Albert Lapparent –, outra equipa de dois paleontólogos portugueses disse que o osso era da mesma espécie de dinossauro mas de um género diferente. Miguel Telles Antunes (da Universidade Nova de Lisboa) e Octávio Mateus (daquela universidade e do Museu da Lourinhã) consideraram então que era de umLourinhasaurus alenquerensis.
Meses à volta das colecções

O que levou agora Pedro Mocho e colegas a proporem uma outra identidade para esse osso? Numa visita ao Museu de História Natural de Londres em 2014, esta equipa verificou que uma protuberância em forma de crista presente no úmero português também existia no úmero de um dinossauro encontrado no Reino Unido, só que de uma espécie diferente, o Duriatitan humerocristatus.

Ora o exemplar britânico não só foi descoberto muito antes do úmero português como já estava classificado há muito tempo. Tinha entrado nas colecções do Museu de História Natural de Londres em 1873 e foi publicado como uma nova espécie em 1874, então como Ceteosaurus humerocristatus. Mais tarde, em 2010, foi reclassificado como Duriatitan humerocristatus (a mesma espécie mas dentro de um género novo).

Dos tempos do Jurássico Superior, com 150 milhões de euros, tanto o exemplar português como o britânico são de saurópodes, grandes dinossauros herbívoros, de pescoço e cauda compridos e que andavam sobre as quatro patas. Podiam atingir mais de 20 metros de comprimento.

“O úmero de Lourinhasaurus e o da Praia dos Frades são substancialmente diferentes, e a descoberta desta crista permitiu-nos relacionar este úmero com a espécie britânica Duriatitan humerocristatus”, resume Pedro Mocho.

Todos os ossos conhecidos deste dinossauro resumem-se assim, até agora, unicamente aos dois úmeros, um no Reino Unido e o outro em Portugal. Se o osso em Lisboa corresponder mesmo à espécie Duriatitan humerocristatus, Pedro Mocho diz que é a primeira vez que se encontra uma espécie de dinossauros saurópodes comum aos dois territórios durante o Jurássico Superior. Esta descoberta vem acrescentar mais “informação sobre as relações e a distribuição dos dinossauros europeus durante o Jurássico Superior”, frisa ainda a equipa em comunicado.

O resultado está num artigo científico sobre os dinossauros saurópodes do Jurássico Superior de Portugal, publicado este mês na revista Journal of Iberian Geology por Pedro Mocho, Elisabete Malafaia (do Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras), Rafael Royo-Torres (da Fundação Conjunto Paleontológico Teruel-Dinópolis) e Fernando Escaso e Francisco Ortega (ambos do Grupo de Biologia Evolutiva da UNED).

Além da surpresa trazida pelo úmero, a equipa luso-espanhola passou a pente fino as colecções de dinossauros do Museu Geológico de Lisboa, tanto o material em exposição como o depositado nas reservas. “Foram necessários vários meses para encontrar, identificar e estudar todo o material atribuível a dinossáuros saurópodes”, refere o comunicado. “Algumas das peças estudadas encontram-se expostas nas salas do museu, mas uma grande parte, nunca antes estudada, estava depositada nas reservas do museu.”
Estudo das colecções de dinossauros do Museu Geológico de Lisboa DR

O artigo científico actualiza o conhecimento sobre a colecção clássica de saurópodes do museu português – que, segundo frisa o próprio artigo, representa uma das mais importantes da Península Ibérica, citada desde o final do século XIX. Encontram-se lá representantes de quase todos os grupos de saurópodes conhecidos no Jurássico Superior português – o tema da tese de doutoramento de Pedro Mocho, concluída há pouco tempo em Espanha –, como os camarassauros, os turiassauros e os braquiossauros.

“Ao estudarmos estas colecções, verificámos que a maioria das identificações não era suportada pelo actual estado de conhecimento”, diz-nos o paleontólogo português de 29 anos. “Esta actualização permitiu-nos compor um cenário sobre as faunas do Jurássico Superior português mais adequado à realidade do registo fóssil que dispomos.”

Por exemplo, só um exemplar de Lourinhasaurus alenquerensis resistiu ao novo olhar dos cientistas e é agora atribuído a esta espécie, cuja existência é conhecida apenas no concelho de Alenquer. “Este exemplar corresponde ao esqueleto de saurópode mais completo encontrado no Jurássico Superior português, com vários elementos vertebrais, da cintura escapular e pélvica, e membros anterior e posterior”, acrescenta Pedro Mocho.

E agora a identificação do úmero da Praia dos Frades irá mudar no museu? “Sim, deverá ser identificado como Duriatitan humerocristatus, até novas descobertas”, responde o paleontólogo. Entre classificações e reclassificações dos fósseis de dinossauros ao longo dos anos, a ciência vai-se assim também mostrando tal qual como se faz.

Fonte: https://www.publico.pt/ciencia/noticia/lisboa-e-londres-unidas-por-dois-ossos-de-dinossauro-1741795

03/02/2015

Mais recente geoparque português em destaque em Macedo de Cavaleiros



A integração de Macedo de Cavaleiros, no Nordeste Transmontano, na rede mundial de geoparques é o destaque da próxima edição da feira da caça e turismo, que vai mostrar e debater a importância da classificação para economia regional.

O certame, que conta 19 anos, decorre de 29 de janeiro a 01 de fevereiro e o turismo ganha este ano "um maior destaque por ser a primeira feira depois da integração do Geopark Terras de Cavaleiros nas redes europeia e global da UNESCO", organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

A autarquia local divulgou hoje que o certame, que anualmente atrai cerca de 20 mil visitantes, terá "uma extensa área dedicada ao setor com a presença da entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal, de diversos municípios, assim como um espaço dedicado aos quatro geoparques portugueses.

Além de Macedo de Cavaleiros, classificado em setembro, os outros três geoparques em território nacional situam-se nas zonas do Tejo, Larouca e Açores.

A Rede Mundial de Geoparques criada em 2004 pela UNESCO, em parceria com a União Internacional de Ciências Geológicas, visa distinguir áreas naturais com elevado valor geológico, nas quais esteja em prática uma estratégia de desenvolvimento sustentado baseado na geologia e em outros valores naturais ou humanos.

O território classificado em Macedo de Cavaleiros tem quase 700 quilómetros quadrados e guarda um "singular património geológico que dá a oportunidade de percorrer milhões de anos na história da Terra" e tem despertado o interesse de geólogos de todo o mundo, o chamado Maciço de Morais.

Este valor geológico conjuga-se com "o notável património natural, a sua identidade cultural, os produtos locais, a rica gastronomia e a arte de bem receber das suas gentes".

Para os visitantes da Feira da Caça e Turismo está reservada a recriação da riqueza natural em causa com um percurso pedestre que começa no portão principal do Parque Municipal de Exposições.

O certame tem ainda programado um seminário dedicado aos geoparques como "Novos Territórios de Educação, Ciência e Cultura do Século XXI -- Estratégias de Desenvolvimento e Mais-Valias", bem como um encontro, durante dois dias, dos geoparques europeus.

A feira conta, segundo a autarquia, com mais 60 expositores que em 2014, totalizando quase duas centenas, e é uma mostra dos produtos da terra, gastronomia e potencialidades.

Em simultâneo, decorre um encontro de caçadores de Trás-os-Montes e Alto Douro com montarias ao javali e outras atividades cinegéticas.

O programa é ainda preenchido com um seminário das confrarias de produtos da terra, que se propõe debater o papel destas organizações na divulgação e importância na economia local.

A XIX Feira da Caça e Turismo é uma organização conjunta da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e Federação de Caçadores da 1ª Região Cinegética, a que se juntam diversas entidades e associações.

A população mais jovem tem também um espaço reservado na feira com música ao vivo noite dentro.

Fora do recinto do certame, 14 restaurantes do concelho transmontano vão reservar ementas à base de caça durante o fim de semana alargado, na segunda edição da Rota Gastronómica do Javali.

HFI // JGJ
Lusa/fim

Nova Era começou a 16 de Julho de 1945, dizem cientistas



O detonar da primeira bomba atómica, a 16 de Julho de 1945, no Novo México, marca o início de uma nova Era da Terra, defende um grupo de trabalho criado para estudar esta matéria.

A actividade humana cresceu a um ponto em que alterou a geologia do nosso planeta, lançando-nos na nova Era, «Antropoceno».
Apesar de os humanos já deixarem marcas no planeta há milhares de anos, foi só em meados do séc. XIX que as alterações afectaram o globo inteiro, naquilo que os peritos chamam de «A Grande Aceleração».
Os cientistas escolheram o início da era nuclear para marcar o nascimento da nova Era, uma vez que os vestígios das bombas atómicas são detectáveis nos registos geológicos, por via dos isótopos radioactivos.
«Tal como qualquer fronteira geológica, não é uma separação perfeita. Os níveis da radiação global realmente subiram no início da década de 1950, conforme tiveram lugar os testes de bombas atómicas», destacou Jan Zalasiewicz, do Departamento de Geologia da Universidade de Leicester; e que pertence ao Anthropocene Working Group.
«Mas pode ser a solução óptima para resolver as múltiplas linhas de provas das mudanças globais provocadas pelo Homem. O tempo - e muita discussão - dirá no futuro».


O termo Antropoceno foi utilizado primeiro pelo químico Paul Crutzen, vencedor de um Nobel, que em 2000 sugeriu que o impacto dos humanos no planeta é tão expressivo que já não estamos no Holoceno (o período de tempo que arrancou no final da última Idade do Gelo).
Desde então, os académicos reconheceram o conceito, mas não havia consenso sobre exactamente quando começa o Antropoceno.
O Anthropocene Working Group foi criado para decidir se a nova Era devia ser oficialmente adoptada pela International Commission on Stratigaphy, que tomará a decisão no próximo ano.
O mais recente relatório aponta que se assitiu a um ponto de viragem por volta de 1950, quando os humanos já não deixavam apenas traços da sua passagem, começando mesmo a alterar o sistema da Terra.
O grupo está a reunir provas no sentido de discutir também datas alternativas para marcar o início da nova Era. Sobre a mesa está o nascer da Agricultura (há 12.000 anos) e a Revolução Industrial.
A 16 de Julho de 1945 foi detonada a primeira bomba atómica, no deserto do Novo México, a umas 120 milhas de Santa Fe, nos EUA.
A bomba, criada pelos cientistas do Manhattan Project, gerou uma explosão equivalente à de 15.000 a 20.000 toneladas de TNT.




Fontes: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=755799